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quarta-feira, 21 de junho de 2023

Quase 300 igrejas na Pensilvânia deixam a Igreja Metodista Unida

Debate interno sobre a homossexualidade cria onda de desfiliações na Igreja Metodista Unida


No último dia 14.06, a UMC Western Pennsylvania Conference  aprovou a desfiliação de duzentas e noventa e oito congregações no estado da Pensilvânia (EUA), em uma sessão especial realizada em Erie.


Essas e outras milhares de desfiliações de igrejas nos Estados Unidos estão ocorrendo devido ao seu debate interno sobre a homossexualidade.


A sessão especial foi presidida pela bispa do oeste da Pensilvânia, Cynthia Moore-Koikoi, que agradeceu ao Conselho de Curadores do órgão regional por seu trabalho na supervisão do processo, observando que era “um trabalho difícil de fazer”.


Moore-Koikoi ressaltou aos reunidos que há opções de como lidar com a divisão do órgão regional, citando que eles podem escolher entre a amargura ou a sabedoria, “que é pura e pacífica”.


Estou implorando para que mostremos ao mundo quem é Deus por meio das ações daqueles que permanecem na conferência e das ações daqueles que se desfiliaram. Implorando-nos para mostrar ao mundo quem é Deus através de como nos amamos e escolhemos o melhor caminho”, apelou Moore-Koikoi.


O Christian Post destaca que ultimamente o UMC tem experimentado “um debate divisivo sobre se deveria mudar sua posição oficial proibindo a ordenação de homossexuais não celibatários e a bênção de relacionamentos românticos entre pessoas do mesmo sexo”. Essas questões têm gerado frustrações em inúmeras congregações que decidiram deixar a denominação protestante principal.


No dia 12 de Junho , o CPAD News já havia anunciado cerca de 700 desfiliações da última semana. 286 igrejas na Conferência Anual de Kentucky, 113 igrejas na Conferência da Carolina do Sul e 237 igrejas na Conferência de East Ohio. No entanto, ainda no início desta semana, a UMC Indiana Conference divulgou ter aceitado os votos de desfiliação de 174 congregações, em uma reunião realizada na Ball State University.


Em uma entrevista postada no Facebook logo após a decisão, o bispo de Indiana, Julius C. Trimble, afirmou que, pode ser que no futuro surjam oportunidades de todos trabalharem próximo novamente, “mesmo com algumas igrejas que se desfiliaram”, mas que no momento, é necessário que todos se concentrarem no principal, de “fazer discípulos de Jesus Cristo para a transformação do mundo”, disse Trimble.


Segundo o recente gráfico divulgado pela UM News, cerca de 3.800 igrejas se desfiliaram só em 2023.

 

Com informações Christian Post e UM News via CPAD News

sábado, 3 de junho de 2023

4 mil igrejas já abandonaram a convenção Metodista por rejeitarem a teologia inclusiva

Um cisma histórico envolvendo o zelo pela doutrina bíblica está abalando a Igreja Metodista Unida (UMC) nos Estados Unidos, e até agora, mais de 4 mil congregações decidiram se desfiliar da denominação.

As igrejas que mais recentemente confirmaram a desfiliação formam um grupo da região de Baltimore, no estado de Maryland, e da região de Washington, DC.

Ao todo, 23 igrejas submeteram o assunto a votação e a decisão da ampla maioria dos membros foi abandonar a UMC, se juntando a milhares de outras congregações que seguiram o mesmo caminho.

A discórdia

No papel, a Igreja Metodista Unida se mantém conservadora na doutrina, rejeitando a homossexualidade por considera-la "incompatível com o ensino cristão".

O Livro de Disciplina da UMC proíbe a união entre pessoas do mesmo sexo, assim como a ordenação de homossexuais ao ministério pastoral se estes não forem celibatários.

Na prática, gays e lésbicas celebram suas uniões afetivas nos templos e até mesmo sacerdotes assumidamente homossexuais têm sido ordenados ao ministério.

O problema vem se arrastando ao longo dos últimos anos, já que uma ala da UMC quer impor uma mudança da postura oficial.

Em 2020, um grupo de metodistas com diferentes visões teológicas propôs um acordo em que a UMC repassaria fundos para que eles pudessem criar uma nova denominação conservadora sobre o tema da sexualidade, enquanto os progressistas ficariam livres para mudar o Livro de Disciplina e abraçar a teologia LGBT de vez.

Entretanto, por causa da pandemia, essa discussão foi adiada para março de 2022, mas a UMC novamente adiou o debate para 2024, o que causou irritação em muitas congregações, que passaram a romper com a denominação e fundaram a Igreja Metodista Global (GMC).

Em 2022, algumas congregações enfrentaram oposição da UMC para se desfiliar. Em vários estados dos EUA, centenas de outras igrejas levaram adiante suas decisões de se desligar da denominação por não compactuarem com o relativismo diante do liberalismo teológico.

Debandada

Uma das igrejas que optou por abandonar a UMC é a Asbury United Methodist Church, que se tornou conhecida no mundo inteiro por conta de um avivamento iniciado na capela da faculdade, episódio que ficou conhecido como o "Avivamento de Asbury".

Nesse ambiente de divisão, a lista de igrejas que decidiram sair da UMC vem crescendo, mesmo com o risco de essas congregações enfrentarem processos longos e custosos. Por isso, estão optando por se afastar da UMC para defenderem a doutrina bíblica.

Segundo informações do portal The Christian Post, é esse o caso das igrejas que votaram pela saída da Conferência UMC Baltimore-Washington e deverão pagar quase US$ 11 milhões de indenização, valor correspondente a 50% das propriedades onde estão os templos. Há divergências sobre a forma e o prazo para essa quitação, o que deve levar as igrejas aos tribunais.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Igreja com mais de 200 anos fecha as portas por falta de membros nos EUA


A Igreja Metodista Unida de Cristo, em Southwick, realizou seu último culto com os poucos membros idosos que restaram.

Uma igreja nos Estados Unidos fechou as portas por falta de membros, após 206 de existência.

Na manhã do último domingo (19), a Igreja Metodista Unida de Cristo, na cidade de Southwick, em Massachusetts, realizou seu último culto com os poucos membros que restaram.

Cerca de trinta pessoas se reuniram para se despedir da congregação, incluindo as anciãs que frequentavam a igreja toda a semana e participavam ativamente das atividades. 

O último culto também atraiu pessoas que foram membros no passado e queriam ir ao templo pela última vez.

O reverendo Ken Blanchard, que subiu no púlpito para pregar durante 10 anos, se dirigiu pela última vez à pequena membresia.

Chegou a hora desta congregação da santa igreja de Cristo se desfazer e deixar este edifício”, disse ele.

Serviu bem à nossa santa fé. Convém, portanto, que nos despedimos desta casa consagrada, elevando nossos corações em ação de graças por este depósito comum de memórias”.

O líder também escolheu o mesmo dia para se aposentar do serviço pastoral. “É bom ver todos os seus rostos nesta ocasião agridoce. Esta é a minha despedida”, declarou Ken.

Na ocasião, a reverenda Megan Stowe, superintendente distrital, anunciou uma Declaração de Desconsagração, liberando o templo de seu propósito sagrado para “qualquer uso honroso” e uma ordem para dissolver a congregação.

Foi um presente de Deus por uma temporada. Somos gratos pelas muitas maneiras pelas quais ela serviu à missão que lhe foi dada por Jesus Cristo. Cumpriu o seu propósito”, afirmou Megan.

A reverenda lembrou que muitos cristãos construíram grande parte de sua vida na igreja metodista.

Uma mulher disse que se casou nesta igreja há 47 anos. Há outra família que é membro há 77 anos. Há uma quantidade inacreditável de história aqui”, comentou.

Envelhecimento da congregação

Carol Locke, que foi membra durante 22 anos, contou que a congregação envelheceu e os jovens foram embora. Sobrando apenas idosos na igreja, que não conseguiram dar continuidade ao ministério.

Somos uma congregação muito antiga. A maioria de nós tem mais de 80 anos e não podemos fazer os jantares, as feiras de artesanato e todo esse tipo de coisa”, disse ela. “Foi (uma grande parte da minha vida), mas infelizmente, acho que chegou a hora”.

Outra membra, Mabel Johnson, que frequentou a igreja por 30 anos, lamentou o fechamento de sua congregação.

"Acho que quando você tem a minha idade, tudo o que você faz é dizer adeus às pessoas e às coisas", refletiu.

Declínio do cristianismo nos EUA

De acordo com estimativas apresentadas pela LifeWay Christian Resources em 2018, cerca de 6 mil a 10 mil igrejas são fechadas a cada ano nos EUA. A pesquisa identificou que as principais causas para o encerramento das atividades ministeriais são o declínio de membros e alto custo de manutenção.

A Pesquisa Nacional de Referência de Opinião Pública conduzida pelo Pew Research Center em 2021, nos EUA, registrou uma queda no número de cristãos no país. Apesar dos evangélicos ainda serem o maior grupo religioso, hoje representam apenas 63% da população adulta.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Igreja Metodista perde 107 congregações por apoiar a causa LGBT


Desde 1972, a prática da homossexualidade é considerada “incompatível com o ensino cristão”, segundo o Livro de Disciplina da denominação


Congregações Metodistas Unidas, com sede na Flórida, Estados Unidos, estão deixando a principal denominação para ingressar na recém-lançada Igreja Metodista Global, que possui linha conservadora.

Foram 107 congregações, número que significa 20% do total de igrejas pertencentes à Igreja Metodista Unida na Florida, de acordo com a WCA. A divisão oficial ocorreu no último dia 1º de maio.

O motivo do rompimento foi a discussão sem fim entre a liderança sobre as questões LGBTQ+ na igreja. Desde 1972, a prática da homossexualidade é considerada "incompatível com o ensino cristão", de acordo com o Livro de Disciplina da denominação. Durante os conselhos de liderança que acontecem periodicamente, os Metodistas Unidos Progressistas questionavam as doutrinas relacionadas à sexualidade nas últimas décadas.

"Esse amplo grupo de igrejas inclui congregações grandes e pequenas, juntamente com comunidades de fé anglo, afro-americana, latina, coreana e outras etnias. Essas igrejas se alinharão com a nova Igreja Metodista Global", informou a WCA (Wesleyans Convenant Association).

Na visão de Keith Boyette, líder da WCA que atuou como Oficial de Coordenação de Transição para a Igreja Metodista Global, "haverá igrejas adicionais que surgirão à medida que avançarmos". "É meu entendimento que todas essas igrejas receberam votos para sair", afirmou Boyette ao ser questionado sobre a decisão das congregações de deixar a Igreja Metodista Unida.

Fonte: Comunhão com informações de The Christian Post via Folha Gospel

sábado, 16 de outubro de 2021

Parlamentar britânico morre após ser esfaqueado em Igreja Metodista

O parlamentar britânico Sir David Amess morreu nesta sexta-feira após ser esfaqueado várias vezes em seu consultório em Leigh-on-Sea, Essex.

O ataque ocorreu quando ele estava realizando uma cirurgia para constituintes da Igreja Metodista de Belfairs , no leste de Londres. Embora os serviços de emergência tenham lutado para salvar sua vida dentro da igreja, não foram capazes de evitar a morte do parlamentar.

Um britânico de 25 anos foi preso no local sob suspeita de assassinato. Desde então, ele está detido em Essex, onde continua a ser interrogado.

A investigação está sendo conduzida pelo Comando Antiterrorismo do Metropolitano , que está trabalhando em estreita colaboração com colegas da Unidade de Operações Especializadas da Região Leste (ERSOU) e da Polícia de Essex.

O esfaqueamento fatal em Leigh-on-Sea foi declarado esta noite como um incidente terrorista”, disse a Polícia Metropolitana em um comunicado pouco depois da meia-noite.

Na manhã deste sábado, eles confirmaram que “as primeiras investigações revelaram uma motivação potencial ligada ao extremismo islâmico".

Além disso, o Met apontou que “acreditavam que o suspeito agiu sozinho” e “atualmente realizam buscas em dois endereços na área de Londres e estão em andamento”.

Em todas as esferas políticas do Reino Unido, condolências foram expressas à família e condenação unânime dos eventos.

primeiro-ministro Boris Johnson , junto com Sir Keir Starmer, o líder trabalhista, a secretária do Interior Priti Patel e o presidente da Câmara dos Comuns, Sir Lindsay Hoyle visitaramu o local da morte de Amess para colocar flores neste sábado.

Perdemos hoje um excelente servidor público e um amigo e colega muito querido, que tem um excelente histórico de aprovação de leis para ajudar os mais vulneráveis”, sublinhou Johnson.

Uma missa liderada pelo padre Jeff Woolnough, pároco da vizinha Igreja Católica de São Pedro, foi realizada na noite de sexta-feira em sua memória. Woolnough, que chamou Amess de “Sr. Southend, o descreveu como um” cara ótimo, ótimo “e disse que as comunidades religiosas” perderam seu maior apoiador.

O Arcebispo de Canterbury, Justin Welby , também expressou sua tristeza no twitter, afirmando que ele estava “terrivelmente arrasado ao ouvir sobre a morte de Sir David Amess . Que ele descanse em paz e ressuscite na glória”.

Ele relembrou que “Sir David Amess dedicou sua vida a defender as causas em que acreditava, servindo seus eleitores e seu país por mais de 40 anos como membro do Parlamento".

Ele era um católico romano devoto cuja fé profunda alimentava seu senso de justiça. Ficamos mais ricos com a vida dele, e ainda mais pobres com sua morte prematura”, acrescentou Welby.

Fonte: Evangelical Focus via Folha Gospel

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Igreja Metodista do Reino Unido passa a permitir casamento homossexual


Na contramão da Igreja da Inglaterra, a Igreja Metodista se tornou a maior denominação a permitir casamentos homossexuais no Reino Unido.

Durante uma conferência Metodista, foi liberado o casamento entre pessoas do mesmo sexo nas capelas da igreja, que vão começar no outono deste ano.

No entanto, foi estabelecida uma cláusula de liberdade de consciência para permitir que os pastores possam optar, em realizar ou não, tais casamentos.

A conferência também votou para reconhecer e aceitar o compromisso dos casais que vivem juntos, mas não são casados.

A igreja Metodista é a quarta maior denominação cristã do Reino Unido, e tem com cerca de 164 mil membros e mais de 4 mil igrejas.

Fonte: Folha Gospel

sábado, 20 de outubro de 2018

Igreja Metodista nega que enviou representante em ato de apoio a Haddad

Candidato do PT se reuniu com lideranças evangélicas em São Paulo onde prometeu não liberar aborto ou legalizar drogas

A Igreja Metodista divulgou um comunicado para esclarecer que não enviou um representante para apoiar o candidato Fernando Haddad (PT) na reunião que aconteceu com lideranças evangélicas no centro de São Paulo na última quarta-feira (17).
O texto diz que a denominação "não apoia nenhum candidato ou candidata de maneira específica" e que se, eventualmente, houvesse uma manifestação nesse sentido, "jamais seria contrário à orientação dada pelo Colégio Episcopal sobre as eleições".
Diante deste posicionamento, "seus signatários o assinam na qualidade de cidadãos, mas não em nome da instituição, pois seus autores não podem falar em nome da Igreja Metodista". Ou seja, se pastores metodistas foram ao encontro de Haddad, não tinham a autorização de falar em nome da Igreja Metodista.
"Esperamos que os pastores e pastoras também não se utilizem de sua função para induzir o rebanho a voto ou a posicionamento contra ou a favor de ninguém. Orientem suas ovelhas com sobriedade e espírito cristão. Neste tempo de debates intensos e muita controvérsia, também é parte de nossa tarefa a luta intensa pela manutenção da unidade da Igreja e do respeito cristão aos espaços da democracia", diz a nota. Leia a nota na íntegra no site da Igreja Metodista.
Ainda no dia de ontem as igrejas Batista e Presbiteriana também negaram que enviaram representantes para o encontro com Haddad, dizendo que se pastores estiveram presentes estavam no seu papel cidadão, não representando as denominações.
Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Pastor diz que cristãos podem apoiar união de pessoas do mesmo sexo sem cometer heresia


Um pastor de uma grande congregação da Igreja Metodista Unida (UMC) afirmou que é possível ser cristão e apoiar a união de pessoas do mesmo sexo sem cometer uma heresia.
Adam Hamilton, que lidera uma megaigreja em Dallas, Texas (EUA), afirmou que os cristãos podem apoiar o casamento gay e não estar em conflito com a ortodoxia. Nos últimos anos, a UMC teve um intenso debate sobre a posição oficial da denominação em relação à homossexualidade e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Durante uma conferência organizada pelo grupo Uniting Methodists, realizada na semana passada na Lovers Lane United Methodist Church em Dallas, Hamilton falou sobre a autoridade das Escrituras em relação ao debate do corpo da igreja sobre questões LGBT.
Ele argumentou que os dois lados do debate dentro da UMC tinham altas opiniões sobre as Escrituras e que as diferenças eram sobre a interpretação, e discordou da ideia de que os cristãos que aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo tenham rejeitado "os fundamentos históricos da fé cristã".
"Assim, a ortodoxia agora significa que tenho uma visão particular do casamento entre pessoas do mesmo sexo e/ou uma visão particular das Escrituras que me leva a uma visão particular do casamento entre pessoas do mesmo sexo", comentou Hamilton, de acordo com informações do portal The Christian Post.
A relativização proposta pelo pastor foi além: "Eu acho que é uma leitura trágica. É interessante que não apareça em nenhum dos credos, nada sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou até mesmo uma doutrina específica sobre as Escrituras não aparece em nenhum dos credos, mas isso agora se tornou como alguns têm olhado para a ortodoxia", acrescentou.
O pastor ainda criticou o fato de que tanto conservadores quanto progressistas afirmarem estarem certos sobre o assunto: "Sentimos que não podemos estar perto de pessoas assim que acreditam nessas coisas que são diferentes do que eu acredito ou pratico algo diferente ou interpretam as Escrituras de maneira diferente".
"Então começamos a chamá-los de nomes. Nós escolhemos os bons nomes para nós e escolhemos os nomes ruins para eles. Nós somos os ortodoxos, isso deve significar que vocês são hereges", exemplificou.
Com uma postura "isenta", Hamilton contou que ao longo dos anos 1990 se identificava como um "tradicionalista", mas que com o passar do tempo, começou a se afastar dessa interpretação. No entanto, ele disse que "a Igreja precisa ter respeito pelas pessoas que são tradicionalistas".
Lançado em setembro de 2017, com Hamilton como apoiador, Uniting Methodists é um grupo de membros da Igreja Metodista Unida que quer convencer os órgãos da igreja local a determinarem sua própria posição sobre questões LGBT. "Pedimos mudanças disciplinares para que o clero não seja obrigado a oficiar em casamentos de mesmo sexo, nem proibido de fazê-lo", afirmou o grupo no ano passado.
"Pedimos mudanças disciplinares para que as conferências anuais não sejam compelidas a ordenar pessoas LGBTQ, nem proibidas de fazê-lo", acrescentaram os integrantes do grupo.
Fonte: Gospel+
MEU COMENTÁRIO:
Esse pastor, aliado a esse grupo, pretendem uma igreja onde cada um será e fará o que quiser, segundo a sua própria vontade, sem comando nem liderança pastoral, enfim, uma bagunça generalizada com nome de "igreja".
Simplesmente lamentável, afinal de contas a bíblia não orienta assim, e isso sem entrar no mérito da questão que já é um pecado declarado contra a Palavra de Deus.
É o fim dos tempos...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Igreja Metodista realiza jantar para muçulmanos durante o Ramadã e pastor justifica: “Jesus partia o pão”

A Igreja Metodista Unida dos Estados Unidos vem adotando uma postura progressista nos últimos anos, e com isso, o politicamente correto se estabeleceu como principal característica da denominação e também como fonte de críticas por um suposto desvio de propósito. A polêmica mais recente envolvendo a instituição está ligada a um evento inter-religioso com o islamismo.
A Igreja da Ressurreição de Leawood, no estado do Kansas – considerada a maior congregação da Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos, organizou um jantar com a comunidade muçulmana local como parte da celebração do Ramadã. Nessa época do ano, os seguidores de Maomé jejuam durante o dia e só se alimentam à noite.
A denominação, liderada pelo reverendo Adam Hamilton, recebeu o jantar iftar, como é chamada a refeição que os muçulmanos fazem após o pôr do sol durante o Ramadã. O evento, realizado em 22 de maio, repercutiu entre os cristãos do país.
Em entrevista concedida ao portal The Christian Post, Hamilton explicou que sua igreja decidiu realizar o evento como forma de "dissipar o medo" e "demonstrar o amor de Cristo" aos muçulmanos. "Estamos tentando encontrar maneiras de construir pontes com a comunidade muçulmana em Kansas City e demonstrar o amor de Cristo para eles", disse o pastor.
"Há uma organização aqui em Kansas City que [nos abordou] dizendo se haveria 'algum interesse que todos vocês tivessem um jantar iftar' com eles. Nós conversamos sobre isso no ano passado e dissemos: 'vamos fazer isso'", contou o pastor, que este ano recebeu cerca de 40 muçulmanos.
Ao todo, cerca de 320 pessoas participaram do evento, que além do jantar, contou com as observações iniciais de Hamilton e de um representante muçulmano do grupo inter-religioso do Instituto de Diálogo da capital do estado.
Hamilton explicou que cada mesa tinha cerca de seis a oito pessoas, incluindo membros da Igreja da Ressurreição e ao menos um ou dois muçulmanos. A partir daí, os dois grupos se engajaram em conversas sobre diversos temas, incluindo como o Ramadã é celebrado. "No final, acho que foi uma chance para os muçulmanos conhecerem quem somos: uma congregação de pessoas que tentam demonstrar o amor de Cristo", justificou o pastor.
"Tivemos uma chance, nosso povo aproveitou a oportunidade de ouvir as histórias de outras pessoas e ouvir o que eles [muçulmanos] experimentaram em seu jejum e por que isso é importante para eles", acrescentou.
O evento de jantar inter-religioso da igreja aconteceu num momento em que há uma certa animosidade na sociedade americana em relação aos muçulmanos, em especial aos imigrantes, por conta de atentados terroristas recentes.
O portal Christian Post destacou que alguns cristãos "expressaram preocupação com as igrejas, especialmente as principais denominações protestantes, realizando eventos para a comunidade islâmica por temerem que estejam comprometendo o Evangelho ou estejam alheios ao extremismo".
Para o pastor Hamilton, nada disso o preocupa: "Jesus partia o pão com pessoas com quem discordava. Muito do ministério de Jesus, foi com os pecadores e coletores de impostos, ou com os fariseus. Se vamos dissipar o medo, será partindo o pão com as pessoas", propôs.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 10 de março de 2017

Pastor processa igreja, mas não consegue provar vínculo de emprego


Um pastor processou a Igreja Metodista para pedir o reconhecimento do vínculo de emprego com a instituição na Justiça. De acordo com o religioso, que pregou no local até 2011, ele recebia salário e cumpria requisitos da CLT que tratam do vínculo empregatício, como ser subordinado a um sub-bispo, mas não tinha carteira assinada. O pastor queria que a igreja pagasse alguns 13º salários atrasados e férias. Já a igreja se defendeu afirmando que as atividades da casa seguiam a “direção de Deus”.


A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou que, apesar da relação entre um pastor e igreja ter semelhanças com a de um profissional e uma empresa, o vínculo formado entre a Igreja Metodista e o pastor é destinado à assistência espiritual e à propagação da fé, "em proveito, não da pessoa jurídica eclesiástica, mas, sim, da comunidade atendida pelo templo religioso".

Durante o processo, o pastor chegou a lembrar de uma decisão do TST que reconheceu o vínculo entre um pastor e a Igreja Universal do Reino de Deus.

O relator dos embargos, ministro João Batista Brito Pereira, explicou que aquela decisão destacava que os pastores da Universal eram treinados para campanhas de arrecadação de receitas, "servindo a religião de meio para o convencimento dos fiéis e angariação de valores". A remuneração mensal do pastor da Universal variava de acordo com as metas de arrecadação. Ele recebia prêmios, como automóvel ou casa, de acordo com a produtividade, e era punido se não alcançasse as metas.

Brito Pereira frisou que essas condições não foram comprovadas pelo pastor da Igreja Metodista, então "a natureza da prestação dos serviços decorria da vocação religiosa e visava à propagação da fé".

Fonte: Publicado originalmente no Extra via Notícias Cristãs
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