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terça-feira, 29 de novembro de 2022

Pastores, bancada evangélica e Anajure reagem a fala de Lula sobre responsabilizar igrejas se não apoiarem as vacinas


Pastores de diversas denominações criticaram o petista e o acusaram de perseguição religiosa


Durante reunião com o grupo da saúde do governo de transição nessa quinta, 24, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que é preciso trabalhar para convencer a população sobre a eficácia das vacinas, que, de acordo com ele, foram afetadas por fake news. Lula disse que vai cobrar o apoio de lideranças evangélicas às campanhas de imunização no país e que pode responsabilizá-los por mortes.

"Eu pretendo procurar várias igrejas evangélicas e discutir com o chefe delas: 'Olha, qual é o comportamento de vocês nessa questão das vacinas?' Ou vamos responsabilizar vocês pela morte das pessoas”, disse o petista.

"Vamos ter de agora pegar muita gente que combateu a vacina que vai ter de pedir desculpa", acrescentou Lula.

As declarações de Lula repercutiram negativamente entre lideranças religiosas. Pastores de diversas denominações criticaram o petista e o acusaram de perseguição religiosa após o segmento não apoiá-lo para o Palácio do Planalto.

Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcante, Otoni de Paula e Marco Feliciano

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, divulgou um vídeo em suas redes sociais onde ataca o PT e diz que o presidente eleito tem "preconceito com a igreja evangélica".

"O PT não tem moral de cobrar nada sobre pandemia e nem sobre a Saúde, essa que é a verdade. (…) Que moral o Lula tem para cobrar alguma coisa? Vai lavar essa sua boca de cachaça. você só está aí porque tem amiguinho no STF (Supremo Tribunal Federal) que liberou você. Você foi condenado em todas as instâncias por corrupção. Quero ver que líder evangélico que vai receber esse crápula", disse Malafaia no vídeo abaixo.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, que chegou a ser convidado para um encontro com Lula logo após a divulgação do resultado das eleições e não aceitou, foi mais uma das vozes críticas às declarações de Lula.

"Descondenado, a ampla maioria das igrejas não tem nenhum interesse em recebê-lo! Prove qual igreja evangélica que falou contra a vacina! Você só tem preconceito e ódio!", publicou em sua conta no Twitter.

Pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira, uma das maiores denominações evangélicas do Brasil, o deputado reeleito Otoni de Paula (MDB-RJ) afirma que a fala de Lula indica que ele desconhece a realidade das igrejas.

"Ou Lula não conhece as igrejas ou age com revanchismo porque a maioria dos evangélicos caminhou com Bolsonaro. A Assembleia de Deus Ministério de Madureira, por exemplo, foi grande incentivadora da vacina, até porque era necessário que os membros estivessem vacinados para retornar aos cultos. Tanto que determinou, em uma de suas convenções, o incentivo e engajamento à vacinação. No mais, é estranho essa cobrança dos pastores e não de outros setores ou líderes da sociedade. É injusto o presidente eleito colocar essa pecha de negacionista na igreja", criticou Otoni.

Fundador e líder da Catedral do Avivamento, igreja ligada à Assembleia de Deus, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) afirmou, em vídeo publicado em suas redes sociais, que "Lula se revelou" e classificou a postura do petista como "rancor de não ter tido nosso apoio na eleição".

"Lula se revelou. É uma loucura. É a esquerda sendo esquerda, inventando histórias para culpar quem se mostra contra eles. Lula está ameaçando os evangélicos por rancor de não ter tido nosso apoio na eleição", disse Feliciano, em mensagem ao presidente eleito.


ANAJURE emite nota pública

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu uma nota púbica onde "manifesta o seu repúdio à fala do presidente eleito Lula, que, ao generalizar o segmento evangélico, desconsidera os múltiplos exemplos de colaboração de interesse público ocorridos na pandemia e na sociedade brasileira".

Leia a íntegra da nota abaixo:

O Conselho Diretivo Nacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE –, no uso das suas atribuições, emite à sociedade brasileira a presente Nota Pública sobre a fala do presidente recém eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, acerca das igrejas evangélicas e da vacinação contra a Covid-19.

Na última quinta-feira (24), Lula esteve em reunião com representantes da saúde e tratou da necessidade de estimular a vacinação para os brasileiros. Na ocasião, considerando a resistência parcela da população à campanha vacinal, Lula sustentou a necessidade de convencimento do povo acerca da eficácia da vacina, afirmando que, para tanto, adotará medidas junto a lideranças evangélicas. Em suas palavras:

“A gente não pode, de forma precipitada, achar que a gente anunciar vacina, o povo vai tomar. Não. O povo tem que ser convencido outra vez da eficácia da vacina, e nós vamos ter agora que pegar muita gente que combateu a vacina, que vai ter que pedir desculpa. Eu, pelo menos, pretendo procurar várias igrejas evangélicas e discutir com o chefe deles o seguinte: ‘Qual é o comportamento de vocês nessa questão da vacina?’ Ou nós vamos responsabilizar vocês pelas mortes das pessoas.”

Nesse contexto de discussão, durante o período da pandemia do coronavírus, uma série de debates a respeito das vacinas para o combate à Covid-19 povoou o cenário público no Brasil e exterior. Enquanto muitos viram no imunizante uma via para um retorno gradual à nova normalidade, outros grupos manifestaram resistência à vacinação, seja por questionamentos à sua segurança e eficácia, ou oposição à sua compulsoriedade.

Cabe ressaltar que, conforme estabelece o art. 196 da Constituição Federal, compete ao poder público a promoção de políticas de saúde que visem à prevenção de doenças e redução de riscos epidemiológicos, como, por exemplo, as campanhas de vacinação, devendo o Estado resguardar o direito individual à objeção de consciência (art. 5º, VIII, CRFB/88).

Porém, a menção genérica às igrejas evangélicas traz alguns problemas, entre eles o de se atribuir a resistência à vacina a uma categoria social específica, como os evangélicos, pois isso acaba estigmatizando um grupo como sendo o responsável pelas mortes durante a pandemia. Tal discurso, inclusive, ignora a pluralidade de perspectivas e posicionamentos existente em meio aos religiosos dessa vertente e na sociedade em geral acerca da imunização.

Além disso, a ANAJURE acredita e defende que o diálogo entre o poder público e entidades religiosas pode se dar em melhores termos, se realizado sob a noção constitucional da colaboração de interesse público. Nesse sentido, se, por um lado, a laicidade prevista no texto constitucional, no art. 19, inciso I, traz a vedação aos entes federativos de estabelecimento, subvenção e formação de alianças com organizações religiosas e, de outro lado, proíbe o embaraço ao seu funcionamento, sendo ressalvada, todavia, a colaboração de interesse público.

Considerando tal contexto, vale mencionar que, durante o processo de imunização dos brasileiros na pandemia, a colaboração entre o poder público e organizações religiosas viabilizou, por exemplo, a utilização de templos religiosos como espaço para aplicação da vacina. Em alguns casos, inclusive, além da concessão do espaço, foram fornecidas refeições aos profissionais de saúde responsáveis pela imunização.

Portanto, o que se nota é uma colaboração de interesse público já instalada, de forma que um discurso, em tom de ameaça e voltado genericamente às igrejas evangélicas, não somente estigmatiza um grupo, como também ignora contribuições sociais dos evangélicos, demonstrando desconhecimento sobre a complexidade da pluralidade do segmento.

Ademais, quando se fala sobre o convencimento da população acerca da temática das vacinas, há indicativos de que o fornecimento de informações é mais eficaz:

Pesquisas sobre como melhorar as taxas entre pais hesitantes sugerem que conversas com um profissional de saúde de confiança da família são benéficas. Adicionalmente, questões práticas como assegurar que as vacinas e os cuidados de saúde sejam de fácil acesso é essencial. Muitas famílias que não aderem à vacinação não possuem aversão a elas, mas, simplesmente, têm dificuldade de conseguir consultas ou não são lembradas quando seus filhos devem ser vacinados[4].

Tal perspectiva, que aposta num consentimento informado, colide com discursos excludentes que, próximos da ameaça, terminam por se mostrar contraproducentes.

Assim, pelo exposto, a ANAJURE manifesta o seu repúdio à fala do presidente eleito Lula, que, ao generalizar o segmento evangélico, desconsidera os múltiplos exemplos de colaboração de interesse público ocorridos na pandemia e na sociedade brasileira, afastando-se da via adequada para os debates acerca da vacinação com as entidades religiosas e o público em geral, qual seja, o do consentimento informado.

Brasília, DF. 25 de novembro de 2022

Edna V. Zilli
Presidente da ANAJURE

Fonte: UOL, O Globo, Anajure via Folha Gospel

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Pais podem perder guarda por não vacinar filhos, diz juiz


Os pais podem responder pelo crime de periclitação da saúde e correm o risco de perder a guarda dos filhos, segundo o magistrado.

Em meio a embates sobre a segurança da vacinação de crianças contra a Covid-19, o juiz da Vara da Infância e da Juventude de Rio Preto (SP), Evandro Pelarin, disse entender que a imunização dos pequenos é obrigatória. Ele foi além e declarou que pais e responsáveis podem até perder a guarda dos filhos, caso se omitam.

Para o magistrado de 44 anos, "a resistência dos pais é um crime, é colocar em risco a saúde alheia". Um dos argumentos do juiz é o de que, a partir do momento que Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a vacinação, o ato passa a ser obrigatório.

– A lei não fala de vacina B, X e Y. Está na lei, tem de cumprir. Caso o pai descumpra a lei, é determinado que o Conselho Tutelar leve a criança até o posto mais próximo. Os pais respondem pelo crime de periclitação da saúde. Eles correm o risco de perder a guarda dos filhos – disse o magistrado ao portal Diário da Região.

Ainda segundo Pelarin, o Estatuto da Criança e do Adolescente não exige a apresentação receita médica – como quer o Ministério da Saúde – para a vacinação das crianças.

Seis pais de crianças já foram processados em Rio Preto pela Vara da Infância e Juventude por se negarem a aplicar nos filhos vacinas que já constam há anos do Plano Nacional de imunização.

"Já temos decisões. Se a Vara da Infância e da Juventude for acionada, os pais podem ser obrigados por decisão judicial a vacinar os filhos. O Estatuto prevê, além de multas, a condução obrigatória, ou seja, um oficial de Justiça e o Conselho Tutelar vão lá pegar a criança e vão levar para o posto de vacinação. A resistência dos pais é um crime, é colocar em risco a saúde alheia", explica o juiz. Além disso, os pais podem ser alvo de processo na Justiça Criminal.

Pelarin lembra também que o ECA não condiciona a vacinação das crianças à apresentação de receita médica, portanto, em sua análise, a exigência do documento não é fundamentada em lei. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem dito que a pasta recomendará que as crianças só sejam imunizadas se houver prescrição.

Fonte: Pleno News e Diário da Região via Folha Gospel

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Grécia exige testes Covid-19 negativos ou prova de vacinação para comparecer aos cultos religiosos


O governo da Grécia promulgou recentemente medidas destinadas a exigir que os fiéis apresentem provas de que não têm o coronavírus para participar do culto após um aumento nas infecções por COVID-19 no país europeu.

A Grécia anunciou em 18 de novembro que os frequentadores da igreja devem fornecer prova de um teste COVID-19 negativo, prova de vacinação ou prova de uma infecção anterior para comparecer ao culto, de acordo com o meio de comunicação europeu Euractive . A regra entrou em vigor no domingo.

A Reuters relata ainda que indivíduos não vacinados serão impedidos de entrar em espaços internos, como restaurantes, cinemas, museus e academias.

"[Isso] é para proteger a nós mesmos e ao povo", disse o padre Christos, sacerdote da Igreja Ayios Spiridon em Pireu. "Pode ser um pouco difícil, mas vamos persistir. Temos a obrigação de cumprir tudo".

Apesar de apoiar as intenções do governo, os líderes do Santo Sínodo da Igreja da Grécia expressaram preocupação de que as igrejas não terão a capacidade de fazer cumprir as novas regras e não podem garantir que os fiéis as cumprirão.

"[Trabalhadores ou equipe voluntária] não têm capacidade, autoridade de guarda, nem poderes públicos [por exemplo, polícia]", disse o Santo Sínodo em um comunicado citado pelo jornal diário Kathimerini.

De quatro igrejas visitadas pela Reuters no domingo, apenas um voluntário fez as verificações.

No início de novembro, o Santo Sínodo recomendou em uma diretiva a todas as paróquias que as igrejas deveriam encorajar os membros a comparecer aos cultos com vacinação ou documentação de teste negativo, relatou a Associated Press na época.

A Igreja Ortodoxa Grega tem trabalhado com o governo para encorajar a vacinação.

O New York Times relatou que a liderança da Igreja divulgou uma circular aos padres no início deste ano, alegando que ser vacinado contra COVID-19 foi "o maior ato de responsabilidade para com o próximo".

As medidas mais recentes ocorreram em meio a um aumento significativo nos casos de COVID-19 na Grécia nas últimas semanas, com muitos acusando a taxa de vacinação do país. Com 62%, a taxa de vacinação da Grécia está abaixo da média da União Europeia de 66%.

"Esta é realmente uma pandemia de não vacinados", disse o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis, citado pelo Politico. "A Grécia está de luto por perdas desnecessárias porque simplesmente não tem as taxas de vacinação de outros países da UE."

Nos Estados Unidos, algumas igrejas exigem que seus funcionários sejam vacinados e que os fiéis apresentem prova de vacinação ou teste COVID-19 negativo para comparecer aos cultos.

Por exemplo, o Bispo Lawrence C. Provenzano da Diocese Episcopal de Long Island emitiu uma carta em agosto exigindo que todos os funcionários e clérigos fossem vacinados até 15 de setembro, com uma isenção concedida a pessoas com problemas de saúde que possam impedi-los de fazê-lo. .

"Os indivíduos que não podem receber a vacina terão que concordar em usar uma máscara em todas as reuniões e liturgias internas e concordar em ser testados a cada dez dias até que o vírus COVID-19 não seja mais uma ameaça à saúde e a segurança das pessoas a quem somos chamados a servir", escreveu Provenzano.

"Irmãs e irmãos, ninguém procura prolongar a tremenda agonia que existe hoje em nosso mundo. Ninguém procura complicar a vida em meio à turbulência dos últimos dezoito meses. Cada um de nós, como membros do Corpo de Cristo, deve agora fazer a sua parte para ajudar a acabar com esta crise."

Em setembro, a Junta Missionária Internacional (JMI, sigla em português)) da Convenção Batista do Sul anunciou que seus missionários deveriam ser totalmente vacinados e recomendou que seus filhos com 12 anos ou mais também fossem vacinados.

No anúncio , a JMI afirmou que a agência já havia expedido mandatos de vacinas para missionários para outras doenças, desde pelo menos a década de 1980.

"Devemos tomar todas as decisões sábias, mesmo quando uma decisão é excepcionalmente difícil, que mantém o acesso dos membros da nossa equipe ao número crescente de povos não alcançados e lugares ao redor do mundo onde as vacinas são necessárias para a entrada", disse o presidente da JMI, Paul Chitwood, em um demonstração.

"Também queremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para fortalecer a saúde espiritual e física dos membros de nossa equipe para maximizar nossa eficácia ao servirmos os Batistas do Sul em nossos empreendimentos evangélicos globais."

Folha Gospel com informações de The Christian Post

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Partido aciona STF contra obrigatoriedade da vacina para entrar em igrejas de PE


O Partido Social Cristão (PSC) protocolou, nesta sexta-feira, 1°, uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o decreto do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que torna obrigatória a apresentação de passaporte de vacina contra a Covid-19 para a entrada em igrejas e demais cultos religiosos.

A legenda reforça o apoio à campanha de imunização no país, mas defende a liberdade individual e alega que o decreto fere o princípio da igualdade, segundo informações da coluna Radar, da revista Veja.

Um dos argumentos é que não está prevista a cobrança do documento que comprova o recebimento da vacina em shoppings, restaurantes, cinemas e demais estabelecimentos.

O decreto

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), sancionou na segunda-feira, 27 de setembro, uma edição extra do Diário Oficial do estado com novas regras de convivência da covid-19. Entre as regras, está a exigência de vacinação completa ou teste negativo do novo coronavírus (covid-19) para as pessoas que frequentam igrejas ou templos religiosos.

"Celebrações religiosas com mais de 300 (trezentas) pessoas devem observar os limites de capacidade do ambiente e número máximo de pessoas estabelecidos em Portaria Conjunta da Secretaria de Saúde e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que também disciplinará a exigência da apresentação dos comprovantes do esquema vacinal completo e/ou dos resultados negativos dos testes para a Covid 19", diz o texto.

Fonte: A Tarde via Folha Gospel


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Igrejas evangélicas na Suíça criticam cartão de vacinação de Covid obrigatório para os locais de culto

Proteger hospitais e retornar a algum tipo de normalidade são as duas razões apresentadas pelas autoridades suíças para justificar uma nova restrição aos locais de culto, ou seja, a introdução de um controle de cartão de vacinação de Covid-19 para eventos com mais de 50 pessoas .

A restrição significa que muitas igrejas locais agora são solicitadas a controlar o acesso dos membros e garantir que eles tenham o documento oficial que prova que foram vacinados contra o vírus, se recuperaram de uma infecção ou tiveram um teste negativo.

A Associação das Igrejas Livres na Suíça (Freikichen) respondeu com decepção à implementação da medida em 13 de setembro . “Visitar uma igreja é algo elementar para os cristãos. É uma experiência individual, mas também comunitária e espiritual”.

O cartão de vacinação pode trazer mais “segurança”, diz a associação, mas afeta as “decisões pessoais” dos cidadãos . “Incentivamos as pessoas a serem vacinadas”, mas “respeitamos” a eleição pessoal de cada cidadão, acrescentam. “Estamos focados na proclamação da mensagem de cura de Jesus e em cultos de adoração em que experimentamos Deus e nos esforçamos por sua presença vivível na comunidade”.

Em conversa com as autoridades, o grupo de Igrejas Livres da Suíça pediu soluções alternativas que pudessem melhorar a segurança sem excluir as pessoas. Ideias como serviços ao ar livre, serviços múltiplos e salas com transmissão ao vivo foram colocadas na mesa.

Em contraste com a perspectiva da maioria das igrejas evangélicas, tanto a Igreja Protestante Reformada (EKS) e a Igreja Católica Romana na Suíça apoiaram as novas restrições nas atividades religiosas, uma vez que priorizaram os “números crescentes de infecções” em toda a Suíça.

O que todas as denominações cristãs concordam é que os funerais e as cerimônias de despedida devem permitir todas as pessoas sem restrições . “A oportunidade de chorar e despedir-se juntos é um elemento essencial para o enfrentamento pessoal e social de situações de crise”, afirmou a EKS.

Netzwerk Kirche und Corona (Rede Igreja e Corona), que reúne teólogos de diversas confissões cristãs na Suíça para analisar a crise da Covid-19, também foi crítica com as autoridades nacionais. De acordo com esse grupo, as comunidades da igreja local não têm o direito legal de controlar os cartões de vacinação de Covid-19, e uma perspectiva cristã não dá a opção de proibir o acesso de alguém a um serviço religioso apenas porque não possui tal certificado médico.

A rede chegou a dizer que buscaria ajuda financeira para igrejas que são multadas pelas autoridades por não implementar as novas restrições do cartão de vacinação de Covid-19.

Fonte: Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Anvisa quer suspender vacinas da Janssen e AstraZeneca em grávidas


Os dois imunizantes utilizam tecnologia de vetor adenoviral, que, em raros casos, pode causar coágulos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) propôs suspender a aplicação de vacinas contra a covid-19 da AstraZeneca e da Janssen em gestantes.

A recomendação se aplica aos imunizantes que usam vetor adenoviral. Dessa forma, as grávidas brasileiras devem receber doses da Pfizer ou CoronaVac. Em maio, a agência já tinha recomendado a suspensão do uso da AstraZeneca neste grupo.

Em comunicado divulgado na última sexta-feira (2), a agência ampliou a orientação à vacina da Janssen, que chegou ao país no final de junho.

Em abril passado, as gestantes foram incluídas na lista de prioridade para vacinação contra a covid-19 porque fazem parte do grupo de risco. Um boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançado no final de junho aponta que a taxa de letalidade entre essas mulheres é altíssima, de 7 2%, mais que o dobro do índice do País (2,8%).

Até o mês passado 1.156 gestantes tinham morrido de covid-19 só em 2021. Em 2020, foram 560 mortes neste grupo.

No comunicado 006/2021, assinado pela GGMON (Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária), o órgão reafirma que o público geral deve continuar tomando as referidas vacinas porque seus benefícios são muito maiores do que os riscos associados à infecção por covid-19.

"A Anvisa reforça a relação benefício-risco favorável das vacinas contra Covid-19 autorizadas para uso no país, sendo essencial a continuidade da imunização da população", disse em nota.

A Anvisa também orienta para a necessidade de se instituir medidas para identificar casos suspeitos de trombocitopenia em pessoas que receberam as vacinas. As chances de isso ocorrer são extremamente baixas, entre 0,1% e 0,5%.

Um estudo da Universidade de Oxford já mostrou que o risco de pacientes diagnosticados com covid-19 apresentarem casos de trombose é cerca de dez vezes maior do que entre as pessoas vacinadas.

Segundo a agência, os sintomas relacionados à trombose são falta de ar, dor no peito, inchaço ou dor nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas neurológicos, incluindo dores de cabeça graves e persistentes, visão turva, confusão, convulsões, petéquias (pequenas manchas vermelhas ou marrom em partes do corpo), hematomas ou outras manifestações hemorrágicas fora do local da vacinação.

Pessoas vacinadas que apresentam estes sinais devem procurar um serviço de saúde. 

Fonte: R7 / Foto: Governo Federal ( 05.07.21) via CPAD News

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Igreja oferecerá vacinas da Covid-19 depois do culto nos EUA: 'Para voltar a nos reunir'


A Igreja Batista de Dallas sediará uma clínica de vacinação para membros e comunidade ao redor como uma forma de incentivar a imunização

Uma igreja nos EUA vai oferecer vacinas da Covid-19 depois do culto de domingo. A Primeira Igreja Batista do Dallas sediará uma clínica de vacinação para membros e a comunidade ao redor, como uma forma de incentivar a imunização.

 A vacinação na igreja vai acontecer no dia 16 de maio num contexto em que muitos cristãos americanos estão céticos em relação à vacina. Segundo a pesquisa da Pew, 45% dos evangélicos no país dizem que provavelmente não irão se vacinar.

O pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Dallas, Robert Jeffress, defendeu a vacinação e afirmou que é a maneira mais rápida e fácil para as igrejas voltarem com sua capacidade total.

“Dr. Jeffress, usando dados do CDC, exorta os cristãos que temem a Covid-19 a tomarem a vacina porque ela é quase 100 % eficaz e é a melhor maneira de as igrejas abrirem totalmente", diz o site do Primeira Batista. 

Ben Lovvorn, pastor executivo da Batista de Dallas, ponderou durante um culto que a igreja "não está pressionando ninguém para tomar a vacina. Mas se você é um daqueles que deseja receber a vacina e ainda não teve a oportunidade de fazer isso, terá a oportunidade de fazer isso aqui", disse Lovvorn.

“Estamos fazendo isso por você e por nossa comunidade. Estamos convidando outras igrejas para participar disso também”, finalizou o pastor Ben.

A clínica sediada na igreja vai administrar a vacina Moderna. A segunda dose será dada no dia 13 de junho também no templo.

De acordo com a igreja, o juiz Clay Jenkins do condado de Dallas convidou a Primeira Igreja Batista para sediar a vacinação como uma maneira de incentivar as comunidades mais hesitantes a se vacinarem.

“Isso pode mudar as mentes. Estamos apenas tentando chegar a todas as comunidades. O que todos nós podemos identificar é que somos mais fortes juntos. Todos nós precisamos cumprir nosso dever patriótico e tomar a vacina”, disse Jenkins em entrevista ao Dallas Morning News.

Fonte: Guiame / Com informações Christian Headlines / Foto: First Baptist Dallas (07.05.21) via CPAD NEWS

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Estevam e Sonia Hernandes são vacinados contra a covid-19 nos EUA

O casal de fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sonia Hernandes foram vacinados contra a covid-19 na Flórida (EUA), já que a fase de imunização local está mais avançada.

O apóstolo Estevam Hernandes tem 67 anos de idade, enquanto sua esposa, 62. O plano nacional de imunização ainda não iniciou a vacinação para essa faixa etária. Idosos com 68 anos ou mais poderão ser vacinados a partir da próxima segunda-feira, 05 de abril.

De acordo com informações da revista IstoÉ, o casal líder da Renascer não informou qual o fabricante das vacinas que tomaram.

Os dois cumpriram pena nos Estados Unidos por crimes de conspiração para contrabando de dinheiro e contrabando de dinheiro, entre 2007 e 2008.

Outro líder neopentecostal brasileiro que se vacinou na Flórida foi o bispo Edir Macedo, que ao lado da esposa, Ester Bezerra, recebeu o imunizante Janssen (Johnson).

Macedo divulgou um vídeo em sua conta no Instagram com o momento em que sua esposa e ele foram vacinados, e escreveu na legenda que estava cumprindo um compromisso com os fiéis da instituição que lidera.

“Conforme prometido aí vão as provas da nossa vacinação contra o covid”, escreveu o bispo Edir Macedo, que já foi infectado pelo novo coronavírus, em junho de 2020, e se recuperou fazendo o tratamento precoce, através do uso de hidroxicloroquina, prescrita pelos médicos do Hospital Moriah, em São Paulo.

“Tomei todos os medicamentos indicados pelos médicos, entre eles a hidroxicloroquina, e estou bem”, afirmou o fundador da Igreja Universal na ocasião.

Com informações Gospel+

sexta-feira, 26 de março de 2021

Brasil bateu o próprio recorde nesta 5ª feira, chegando a 808.287 doses aplicadas

Recorde anterior, de 777 mil vacinas em um dia, foi estabelecido na véspera, quarta-feira

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, bateu nesta quinta-feira (25) um novo recorde na aplicação de vacinas em todo o País, de acordo com balanço fechado perto da meia-noite, hora de Brasília.
 

De acordo com a plataforma independente de monitoramento vacinabrasil.org, mantida pela Rice University, de Houston (Texas), foram aplicadas 808.287 doses, número próximo à meta de 1 milhão de doses diárias estabelecida pelo novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Nesta quinta-feira, foram aplicadas 693.659 primeiras doses e mais 114.628 segundas doses, perfazendo o total de 808.287. O recorde anterior, de 777 mil doses foi registrada na véspera, quarta (24).



Já são 14.130.032 os brasileiros que receberam ao menos a primeira dose, número 2 milhões maior que o número de infectados pelo coronavírus até hoje. Somam 4.565.036 os brasileiros tiveram também a segunda dose da vacina.

Até agora, o Ministério da Saúde disponibilizou aos Estados um total de 30.163.386 doses, das quais 24.199.946 fora distribuídas aos municípios. Todas as doses administradas, em primeira e segunda doses, chegam a 18.695.06

A média de doses aplicadas vinha se mantido à volta de 380 mil doses, mas, há uma semana, na sexta-feira 19, o PNI vacinou mais de 551 brasileiros. À exceção do fim-de-semana, o número só aumentou desde então: na segunda e na terça-feiras desta semana, foram vacinadas mais de seiscentas mil pessoas.

No quadro geral da plataforma vacinabrasil.org, os detalhes do novo recorde de aplicação de doses.

Fonte: Diário do Poder

quarta-feira, 24 de março de 2021

Igreja Universal abre templos para vacinação de Covid

A Igreja Universal do Reino de Deus cedeu espaços em quatro templos localizados em municípios nos estados do Amapá, Pará e de São Paulo, para receberem pontos de vacinação contra a Covid-19. Serão vacinadas pessoas em faixas etárias definidas pelo cronograma estabelecido para cada cidade.

No Pará, a Universal cedeu espaços em templos localizados nas cidades de Ananindeua e Marituba. Assim como na cidade paulista, voluntários da Igreja ajudam na montagem da estrutura e fornecerão alimento aos profissionais da saúde.

Em Sorocaba (SP), a pedido da Prefeitura, um posto de vacinação drive-thru está funcionando no estacionamento de um templo localizado no centro do município, a partir desta sexta (19). Uma sala para aplicar as vacinas nos idosos que que chegarem a pé, também foi montada.

Além da cessão do espaço, a Universal também emprestou mesas e tendas para um melhor atendimento ao público. Voluntários de programas sociais mantidos pela Igreja estão auxiliando na organização dos carros e fornecerão café da manhã, almoço e água a 75 profissionais de saúde que trabalharão no local.

Um outro posto de vacinação foi instalado em um templo da Universal em Santana, segunda cidade mais populosa do Amapá.

O Bispo Tiago Lemos, responsável pela Universal em Sorocaba, explica que o empréstimo do espaço é mais uma oportunidade para ajudar a população da cidade. “Buscamos oferecer as condições necessárias aos profissionais de saúde empenhados nesta missão, e facilitar o acesso da população à vacina — em especial, para os idosos”.

O município paulista foi um dos primeiros do estado a ter um colapso do sistema hospitalar, em decorrência do recente aumento de casos de covid-19.

Em recente pronunciamento transmitido pela TV Templo e por redes sociais, o Bispo Renato Cardoso, responsável pela Universal no Brasil, cobrou das autoridades o aumento no ritmo da vacinação no país, que está muito lento. “Esperamos que venha a ser acelerado”, declarou.

Todos os voluntários da Universal obedecem rigorosamente os protocolos sanitários.

Agenda: Vacinação contra a Covid-19 em templos da Universal

Sorocaba (SP)
Data: 19 e 20/3
Horário: Das 8h às 16h
Endereço: Avenida Doutor Afonso Vergueiro, 555

Ananindeua (PA)
Data: 19 e 20/3
Horário: Das 8h às 16h
Endereço: Rua Oswaldo Cruz, 563

Marituba (PA)
Data: 20/3
Horário: Das 10h às 17h
Endereço: Avenida Engenheiro Fernando Guilhon, 4348

Santana (AP)
Data: 18 e 19/3
Horário: Das 9h às 17h
Endereço: Rua Salvador Diniz, 1054

Fonte: Portal Canaã via Folha Gospel

domingo, 21 de março de 2021

Brasil tem dia recorde de vacinação, com 551 mil doses aplicadas


Ritmo de imunização está aumentando conforme lotes de vacina chegam ao Brasil

Na última sexta-feira (19), o Brasil teve dia recorde de vacinação contra a Covid-19, com 551.309 doses aplicadas em menos de 24 horas. Desde o dia 17 de janeiro, quando o país começou a imunização, a média diária de vacinação é de 374 mil.

Os dados estão na plataforma vacinabrasil.org, cujas informações são fornecidas pelo Laboratório de Estudos Espaciais do Centro de Pesquisas Computacionais da Rice University.

Até o momento, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 25 milhões de doses da vacina para os estados do país, das quais 13 milhões já forma aplicadas em grupos prioritários.

Ainda neste domingo (21), o Brasil deve receber o primeiro lote enviado pelo consórcio global Covax Facility, com 1,02 milhão de doses da vacina da AstraZeneca.

Fonte: Pleno News

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