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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Governo de esquerda persegue Igreja na Nicarágua e fecha 7 rádios


A União Europeia emitiu uma nota condenado a perseguição de Daniel Ortega contra desafetos políticos


Nos últimos meses o governo de Nicarágua tem se levantado contra a Igreja Católica. Feiras da Associação Missionárias da Caridade, ordem fundada por Madre Teresa de Calcutá, foram expulsas e agora as rádios católicas foram fechadas.

As transmissões são feitas de dentro das igrejas, por isso, policiais invadiram os templos, ameaçaram padres e apreenderam os equipamentos de radiodifusão.

No dia 1º de agosto forças de segurança invadiram a capela Menino Jesus de Praga e a igreja da Divina Misericórdia, ambas localizadas na cidade de Sébaco, em Matagalpa, região norte do país, onde funcionava Rádio Católica de Sébaco, uma das sete estações da Diocese de Matagalpa. Horas antes da invasão, todas essas rádios foram fechadas pelo Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios (Telcor), sob a alegação de que os veículos não tinham licença para funcionar.

União Europeia condena perseguição do governo

A União Europeia (UE) condenou na quinta-feira o fechamento “arbitrário” das estações de rádio e disse que era “mais uma violação da liberdade de expressão e da liberdade de religião ou crença”. “A União Europeia condena o fechamento arbitrário de sete estações de rádio católicas pelas autoridades nicaraguenses em 1º de agosto, e de duas outras estações de rádio e televisão comunitárias pouco tempo depois”, disse a UE em uma declaração divulgada por seu escritório em Manágua.

A decisão do governo do presidente Daniel Ortega, através do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios (Telcor), de fechar oito estações de rádio católicas, em meio a fricções entre o Executivo e a Igreja Católica, “constitui outra violação da liberdade de expressão e da liberdade de religião ou crença”, continuou a UE, após advertir que “a força policial excessiva foi usada para ocupar as instalações e para intimidar e dispersar manifestantes desarmados com gás lacrimogêneo e disparos”.

Violência sem precedentes

A UE lembrou que “desde 2018, o governo nicaraguense desencadeou níveis de violência sem precedentes contra seu próprio povo, recorrendo a assassinatos, desaparecimentos forçados, prisão, assédio e intimidação contra opositores políticos, jornalistas, defensores dos direitos humanos, religiosos e outros líderes”.

Neste sentido, a UE exortou as autoridades nicaraguenses a cessar “toda a repressão e restaurar o pleno respeito de todos os direitos humanos”, e fez um “apelo urgente ao governo nicaraguense para que liberte imediata e incondicionalmente todos os presos políticos e anule todos os processos judiciais contra eles, inclusive suas condenações”.

Com informações Vatican News via JM Notícia

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Comissão Europeia apoia o direito à educação de acordo com as convicções religiosas das famílias

A informação foi afirmada pela porta-voz da Comissão Europeia para a educação, Sonya Gospodinova, em resposta a uma pergunta sobre a nova lei da educação espanhola, conhecida como ‘Lei Celaá’ em homenagem à ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá.

Em declarações aos meios de comunicação, Gospodinova lembrou que “a educação é uma competência nacional, pelo que compete exclusivamente aos Estados-Membros decidir como se organizam os sistemas educativos e, por conseguinte, a Comissão não tem poder jurídico para determinar a oferta de ensino”.

No entanto, “dito isto, estamos acompanhando de perto a situação na Espanha, o desenvolvimento da nova lei de educação, e também as intenções do governo espanhol de substituir algumas escolas mapeadas e vagas de ensino nas escolas públicas”, acrescentou.

Gostaria de salientar”, continuou Gospodinova, “que a Comissão defende plenamente o direito dos pais de assegurar que a educação proporcionada aos seus filhos está em conformidade com as suas convicções religiosas, educacionais e filosóficas, algo que está consagrado no Artigo 14 (3) da Carta dos Direitos Fundamentais da UE”.

Gospodinova explicou que “esta Carta impõe obrigações aos Estados-Membros apenas no que diz respeito às políticas que são da competência da UE. A Comissão não tem fundamento para se pronunciar sobre os planos do governo espanhol”.

Uma lei com pouco consenso

A ‘Lei Celaá’ foi aprovada em dezembro de 2020 pelo Parlamento espanhol, com a promessa do principal partido da oposição de revogá-la caso ganhe as próximas eleições. A plataforma Más Libres (Mais Livre), que reúne cerca de vinte organizações de pais, educadores e centros educativos, denunciou a aprovação da lei perante o Parlamento e a Comissão Europeia.

De acordo com esse movimento, a lei viola o direito dos pais de escolherem a educação que desejam para seus filhos, de acordo com suas crenças.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus


domingo, 30 de junho de 2019

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio

Para o governo brasileiro, acordo é marco histórico

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) concluíram a negociação e fecharam nesta sexta-feira (28) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos.
De acordo com o ministério, esse valor pode chegar a US$ 125 bilhões se considerarem a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.
Em nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo brasileiro destaca que o acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. “Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, diz a nota.
O acordo entre os dois blocos foi fechado após dois dias de reuniões ministeriais em Bruxelas, ontem (27) e hoje. Representaram o Brasil os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.
“O acordo comercial com a UE constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul”, ressalta o governo brasileiro.
Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, destacou a liderança do embaixador Ernesto Araújo e parabenizou também as equipes da ministra Tereza Cristina e do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo empenho no fechamento do acordo. “Histórico!”, escreveu Bolsonaro na rede social. “Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.”
Acordo
O acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.
As empresas do país serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Segundo o governo brasileiro, serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já têm acordos de livre comércio com a União Europeia.
O acordo garantirá ainda acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros. Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens.
O governo brasileiro destaca ainda que o acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. “A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”, diz a nota.
Balança comercial
Desde 1999, os integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os 28 países da União Europeia iniciaram negociações para um acordo de livre comércio. As conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.
A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul, atrás da China, e o primeiro em matéria de investimentos. Já o Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da União Europeia.
A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, o estoque de investimentos do bloco europeu no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.
Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como autopeças, veículos e farmacêuticos.
No ano passado, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a União Europeia e superávit de US$ 7 bilhões. As vendas para esse bloco totalizaram mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do volume exportado pelo país.
O Brasil destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da União Europeia na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região. O Brasil é o quarto maior destino de IED do bloco europeu, que se distribui em setores de alto valor estratégico.
Fonte: CPAD News

domingo, 25 de março de 2018

Cristãos marcham em protesto contra “ideologia de gênero” na Croácia



ZAGREB (Reuters) - Milhares de cristãos conservadores croatas protestaram neste sábado contra a proposta de ratificação de um tratado europeu que descreve o gênero como um "papel social", temendo que isso possa minar os valores tradicionais da família num país predominantemente católico.

Os manifestantes marcharam pelas principais ruas da capital Zagreb, carregando uma enorme faixa que dizia "Parem Istambul (Convenção) por uma Croácia Soberana", agitando bandeiras nacionais e cantando canções patrióticas.

No início desta semana, o governo conservador da Croácia adotou o tratado, destinado a combater a violência contra as mulheres, apesar da oposição de suas próprias fileiras, grupos conservadores e da Igreja Católica local.

Embora apoiando a proteção das mulheres, os opositores se opõem à definição de gênero do tratado, que, segundo eles, abre caminho para a introdução de transexuais ou transexuais como categorias separadas, ao que eles se opõem.

No mês passado, o mesmo tratado foi rejeitado em outros dois países da União Européia, Bulgária e Eslováquia, por objeções similares sobre a definição de gênero como "papéis sociais, comportamentos, atividades e características que uma sociedade em particular considera apropriadas para mulheres e homens".

O governo croata pediu ao parlamento que ratifique o tratado, conhecido como a Convenção de Istambul, e adote uma declaração em separado dizendo que o tratado não mudará a definição legal da Croácia de casamento, como uma união entre um homem e uma mulher, mas os manifestantes entendem que a ratificação ainda assim é inaceitável.

"Isso é traição!", "Plenkovic, saia!", Gritavam os manifestantes, pedindo que o primeiro-ministro Andrej Plenkovic renunciasse.

"Eu acho que essa é a hora da virada para a Croácia, quando devemos decidir se a Croácia vai escolher a preservação dos valores familiares e tradicionais ou se vamos aderir uma forma imposta de fora, por Bruxelas, (sede da União Europeia) como o que já vemos no Canadá onde já existem dois pais ou duas mães", disse Kristina Pavlovic, organizadora do protesto.

Uma pequena contra-manifestação foi organizada em apoio ao tratado, e a polícia teve que dividir os dois grupos depois que eles se confrontaram verbalmente.

Os partidários do tratado disseram que muitos manifestantes, incluindo veteranos de guerra, foram trazidos de ônibus de outras cidades e fora da Croácia para participar da manifestação, que eles disseram ser politicamente motivada.

"Eu protesto pelo meu neto, bisneto e todos aqueles que deram suas vidas pela Croácia", um homem idoso disse à televisão N1.

Com informações Reuters

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

União Europeia reafirma compromisso com a Palestina e aposta na divisão de Jerusalém

Eslovênia, Luxemburgo, Irlanda e Bélgica devem anunciar o reconhecimento da Palestina como nação

Desde que a italiana Federica Mogherini assumiu como a Alta Representante da União Europeia para Política Externa e Segurança, em 2014, ela fala como os 28 países do bloco deveriam apoiar a Palestina e forçar Israel a dividir Jerusalém.
Nesta segunda-feira (22), enquanto o vice-presidente dos EUA Mike Pence está em Israel, onde reforçou os planos de retomar o plano de paz, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, se reunia com líderes da União Europeia, em Bruxelas.
Ele pediu que os europeus assumam o “papel político” deixado vago pelos EUA como mediador e assumam o processo de paz no Oriente Médio. Também insistiu para que os países europeus reconheçam o Estado da Palestina.
Durante a coletiva de imprensa, tanto Abbas quanto Mogherini reiteraram a necessidade do reconhecimento dos dois Estados, Israel e Palestina.
O líder palestino chamou a União Europeia de seu aliado internacional “mais importante”. Embora o reconhecimento da Palestina como Estado soberano pela UE não seja consenso, o Conselho de Relações Exteriores do bloco está debatendo um acordo de associação entre as partes.
Abbas também queixou-se da decisão do governo dos Estados Unidos em congelar 65 dos US$ 125 milhões que seriam destinados à Agência da ONU para os Refugiados da Palestina (UNRWA). Trump alega que os líderes palestinos não são transparentes na maneira como usam o dinheiro e questionou se ele não seria usado para patrocinar o terrorismo.
Mogherini anunciou que a UE irá fazer uma conferência internacional de doadores, dia 31 de janeiro em Bruxelas, onde espera que os estados europeus “reforcem seu apoio” à Autoridade Palestina. Ela enfatizou que os europeus estão comprometidos em “encontrar uma solução, sendo Jerusalém capital dividida pelos dois Estados, segundo diversas resoluções da ONU”.
Nas próximas semanas, a Eslovênia, Luxemburgo, Irlanda e Bélgica devem anunciar o reconhecimento da Palestina como nação, independentemente da posição da UE.
Com informações de Israel National News e Times of Israel via Gospel Prime
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